Fotos tiradas pelos participantes, confira os créditos em:
Graças à tecnologia, fotografar ficou mais fácil, porém, fazer boas fotos continua sendo bem difícil. Para trabalhar sobre este tema o Orbitato – Instituto de Estudos em Arquitetura, Moda e Design, recebeu nos dias 06 e 07 de março, o fotografo, artista plástico e type designer Tony de Marco.
A oficina Fotografia com “qualquer máquina” é direcionada a todas as pessoas que tenham em mãos uma máquina digital ou para todos aqueles que usam a imagem como ferramenta para qualquer coisa. A idéia central é afiar o olhar, descobrir interesses, aprender com a luz e desvendar interfaces. É fazer bem feito, com o que se é possível.
Uma nova turma prepara-se para acontecer em Junho de 2009. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail orbitato@orbitato.com.br ou pelo telefone (47) 3395-1722.
Confira algumas das fotos feitas pelos participantes:
http://www.flickr.com/photos/tonydemarco/sets/72157615867242881/show/
http://www.flickr.com/photos/tonydemarco/sets/72157615867242881/show/
ENTREVISTA COM TONY DE MARCO:
Qual sua formação?
Sou disléxico e isso me levou a ser autodidata em quase tudo. Estudei Arquitetura em Santos, onde nasci, e Propaganda e Marketing na ESPM, em São Paulo, mas não terminei nenhuma das duas faculdades. Comecei profissionalmente como ilustrador no jornal Folha de S. Paulo e foi lá que aprendi, sozinho, a desenhar num Macintosh, em 1989. Essa paixão pela tecnologia me levou a criar a editora Bookmakers, para publicar minha primeira revista, a Macmania, em 93. Em 2000 lancei, junto com o designer Claudio Rocha, a revista Tupigrafia sobre tipografia e caligrafia. Com o tempo a editora passou a publicar livros, fazer sites, animações em Flash e até vídeo clipes. Ser o dono da empresa e, ao mesmo tempo, editor de arte de todos seus produtos foi uma brincadeira muito agradável que durou 12 anos.Qual sua profissão atualmente?
Sou um artista plástico e type designer. Larguei o ramo editorial para me dedicar a arte, mas quem ainda paga as contas é o desenho de alfabetos. Fazer fontes me permite trabalhar em casa e ter tempo para dedicar a pintura e a fotografia, que são meus brinquedos prediletos.

Qual a importância da fotografia no seu trabalho?
Eu vivo a fotografia. Minha pequena câmera digital está sempre comigo. Fotografo compulsivamente desde 2001, quando comprei minha primeira câmera digital decente. Toda a pesquisa e documentação de minhas intervenções urbanas se apóia na fotografia. Minha memória, que não é lá essas coisas, depende da fotografia. Meu ensaio “São Paulo No Logo” foi publicado em centenas de blogs e dezenas de jornais e revistas pelo mundo. O diretor Wim Wenders usou essas fotos em seu último filme. Muitas das exposições internacionais que participei foram com fotografia. Meus desenhos morrem de inveja das minhas fotos.
O que é a oficina “Fotografia com Qualquer Máquina”?
Sempre senti que meus amigos não extraiam tanto prazer fotografando, simplesmente porque não sabiam mexer direito em suas máquinas. Então eu dava algumas dicas e os resultados eram imediatos. Cheguei a conclusão que todos os fabricantes comentem os mesmos pecados: interfaces confusas e manuais de instrução mal escritos. Quem compra uma máquina digital automática espera que ela faça tudo sozinha, mas ela não faz. É preciso entender o que a interface da máquina está nos dizendo e aprender a controlar seus recursos automáticos. Decidi ensinar da mesma maneira que aprendi: tirando muitas fotos. A oficina tem muito pouca teoria e as aulas práticas são safaris fotográficos. Tudo fica bem mais fácil quando conversamos e orientamos os alunos no exato momento em que eles tentam obter uma determinada imagem.

Como foi a experiência?
A convite da Orbitato, Instituto de Estudos em Arquitetura, Moda e Design; fui a Pomerode, em Santa Catarina, para enfrentar minha primeira turma. Foi uma experiência inesquecível. Os alunos tinham profissões variadas, eram estilistas, arquitetos, designers, jornalistas e fotógrafos. A parte teórica da oficina é totalmente visual, ilustrada com mais de 800 fotos. Porém, são nas aulas práticas, os chamados “safaris fotográficos”, que os alunos aprendem. O Safari Vegetal foi em uma pequena floresta ao lado da Orbitato, o Safari Animal foi no Zoológico de Pomerode, o Safari de Movimento contou com um carrinho de controle remoto movido a gasolina e bikers radicais numa pista de skate. Porém, o Safari de Retratos foi o mais emocionante: fotografamos crianças de uma escola pública fazendo bolhas de sabão. O resultado fala por si, as fotos dos alunos ficaram muito melhores do que as minhas. http://www.flickr.com/photos/tonydemarco/sets/72157615867242881/show/

Sobre Tony de Marco:
http://www.flickr.com/photos/tonydemarco/
Mais sobre a Oficina:
http://rldiseno.com/Fotografia-com-qualquer-maquina-foi-tema-de-oficina-no-Orbitato.
http://orbitato.blogspot.com/2009/03/resultado-da-oficina-de-fotografia-com.html

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